Problemas relacionados ao descarte irregular de lixo, acúmulo de entulho e abandono de áreas urbanas motivaram a apresentação dos Requerimentos nº 1221 e 1222/2026 de autoria do presidente da Câmara Municipal de Araraquara, vereador Rafael de Angeli (Republicanos). Os documentos cobram da Prefeitura informações e providências sobre a situação da Rua Luiz Rodrigues, no Jardim São Rafael II, e de terrenos localizados na Avenida Alberto Santos Dumont, entre a Avenida Ulisses Brancini e a Rua Arquiteto Walter Logatti, no Jardim Higienópolis. “A população cobra respostas e soluções para problemas que afetam diretamente a qualidade de vida e a segurança dos moradores”, afirma o parlamentar.
Descarte irregular
No caso da Rua Luiz Rodrigues, moradores relataram ao vereador que o trecho teria sido aberto apenas parcialmente, enquanto outras vias da região permanecem fechadas e sem continuidade. Segundo Angeli, além da indefinição sobre o planejamento da área, o local vem sendo utilizado para descarte irregular de lixo e entulho. “Os moradores querem entender por que a rua foi aberta dessa forma e qual será a destinação do espaço. Hoje, a área sofre com descarte irregular e sensação de abandono”, declara.
Por meio do Requerimento nº 1221/2026, o vereador pergunta a Prefeitura sobre os motivos da abertura parcial da via e se existe algum projeto urbanístico, viário ou de mobilidade previsto para a região. O parlamentar também pede informações sobre eventual cronograma para continuidade das obras, previsão orçamentária destinada às intervenções e quais medidas de fiscalização, limpeza e contenção estão sendo adotadas no local. Outro ponto levantado é se a Administração Municipal pretende fechar definitivamente a área caso não exista projeto previsto para a via.
Terrenos abandonados
Já o Requerimento nº 1222/2026 trata da situação de terrenos localizados na Avenida Alberto Santos Dumont, onde moradores denunciam mato alto, acúmulo de lixo e falta de manutenção nas calçadas. De acordo com o parlamentar, o abandono tem causado transtornos aos moradores e favorecido a proliferação de insetos e animais peçonhentos. “Quando os terrenos ficam sem conservação, toda a vizinhança sofre com sujeira, insegurança e riscos à saúde pública”, ressalta.
No documento, o vereador solicita informações sobre a titularidade, regularidade e conservação dos imóveis, além de questionar se os terrenos podem se enquadrar na Lei Municipal nº 7.733/2012, conhecida como Lei do Abandono. O Requerimento também pede detalhes sobre fiscalizações realizadas, existência de processos administrativos e possíveis medidas que poderão ser adotadas pela Prefeitura, como notificações, multas coercitivas, execução de serviços e outras ações previstas na legislação municipal.
“Esses são problemas que impactam diretamente no dia a dia da população. Quando uma área fica abandonada, sem manutenção e tomada por lixo e mato alto, surgem riscos à saúde pública, à segurança e à qualidade de vida dos moradores. Além disso, a falta de definição sobre vias e espaços urbanos gera sensação de descaso e insegurança. Nosso papel é ouvir quem mora nessas regiões, acompanhar de perto as demandas e cobrar planejamento e ações concretas da Prefeitura para que esses locais recebam a atenção necessária”, acrescenta Angeli.
Planejamento urbano
Ele reforça a necessidade de fiscalização constante e planejamento urbano para evitar a degradação de áreas da cidade. “Estamos cobrando respostas objetivas e ações concretas para atender às demandas da população”, finaliza o vereador.
Publicado em: 01/06/2026 13:14:39
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