Fruto de parceria entre Escola do Legislativo e TV Câmara, encontro contou com a participação das quatro vereadoras da Casa de Leis
Como parte das celebrações do Dia Internacional da Mulher no mês de março, a Escola do Legislativo, em parceria com a TV Câmara, realizou a live “Mulheres na Política”, com a presença da vice-presidenta da Casa de Leis, Thainara Faria (PT), e as vereadoras Fabi Virgílio (PT), Filipa Brunelli (PT) e Luna Meyer (PDT).
O encontro discutiu a condição da mulher no cenário político atual e refletiu sobre questões como representatividade, violência política de gênero e cotas afirmativas. A população pôde participar enviando perguntas e comentários pelas redes sociais.
Violência política de gênero
Thainara enfatizou que, por mais que hoje as mulheres sejam 11% da Câmara dos Deputados e 16% do Senado, as mulheres negras são menos de 1% na política. “Normalmente, nesses espaços, somos vistas como a pessoa que faz a faxina, que serve o café, não a que faz leis. A sociedade não imagina que podemos estar nesse espaço. A violência de gênero existe na política. Tentam deturpar as nossas imagens dizendo que estamos loucas, fora de nós, entre outras coisas, para diminuir o valor daquilo que falamos.”
Representação
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Araraquara conta com quase 95 mil eleitoras, sendo 53,4% do eleitorado, mas esta proporção não se reflete no parlamento. “Essa baixa representatividade é oriunda da estrutura patriarcal, onde houve uma pacto tácito na sociedade, permitindo que para nós, mulheres, fossem reservados os espaços privados, o de servir, o de cuidar, e aos homens os espaços públicos, que estão o tempo todo ocupando esses espaços de decisão, de poder de fala”, analisou Fabi. “Os homens estão acostumados conosco os servindo e não tomando decisões que também atingirão as vidas deles”, completou.
Ainda segundo os dados do TSE, cerca de 10 mil pessoas de todo o Brasil usaram o nome social nas eleições de 2020, um direito conquistado apenas em 2018. Em Araraquara, 23 eleitores usaram o nome social, um aumento de mais de 90% se comparado a 2018, quando 12 eleitores utilizaram esse direito. Para Filipa, esses dados estão muito longe de refletir a realidade da população travesti da cidade. “Algumas já fizeram a retificação de nome, então não entram nessa estatística do nome social. E poucas ainda têm acesso à informação de poder usar o nome social. Esse aumento de 90% é resultado de uma política pública afirmativa para garantir o direito dessas pessoas de saber dos seus direitos, para fazerem parte de um processo civilizatório.”
Cotas
Apesar da existência de uma lei que assegura a reserva de 30% das candidaturas dos partidos para as mulheres, foram noticiadas fraudes de candidatas que sequer tiveram um voto, ou seja, nem elas mesmas votaram em si próprias. Nesse sentido, há quem defenda uma reserva de vagas efetiva na Câmara Federal, no Senado, além das Assembleias e Câmaras Municipais.
“Considerando que somos mais da metade da população, nada mais justo que essas cotas existam. Se os cargos políticos são uma representação da população no poder, então eles precisam representar a população de maneira adequada. Quanto mais visões e recortes diferentes tivermos dentro dos poderes públicos e do Legislativo, mais poderemos abranger a população como um todo”, pontuou Luna.
Confira a live na íntegra aqui.
Publicado em: 25 de março de 2021
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Categoria: Escola do Legislativo
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