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Média de consumo individual de água em Araraquara é o dobro da nacional

Minicurso sobre Sustentabilidade foi promovido pela Escola do Legislativo da Câmara Municipal em parceria com Cebrac


No domingo (22), comemora-se o Dia Mundial da Água em meio à crise hídrica no Sudeste que tem provocado mudanças de atitudes por parte da população em relação ao consumo de água. Em Araraquara a média individual de consumo é de 391 litros/dia, o dobro da média nacional por habitante, que é de 166,3 litros/dia. A recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) é de um consumo médio por pessoa de aproximadamente 110 litros/dia. Atualmente, 750 milhões de pessoas no mundo não têm acesso à água potável. Essas informações foram passadas essa semana pelo advogado e professor Nivaldo Pereira de Souza durante minicurso sobre o tema Sustentabilidade promovido pela Escola do Legislativo em parceria com o Cebrac no Plenarinho da Câmara Municipal de Araraquara, com o objetivo de aprofundar o conceito de sustentabilidade e sua relação com a qualidade de vida e a responsabilidade social. Na abertura do minicurso o presidente da Câmara, vereador Elias Chediek (PMDB), disse o Legislativo procura fomentar práticas sustentáveis e é privilegiado por ter um corpo de colaboradores capacitados em suas áreas, entretanto qualquer profissional precisa passar por atualizações periodicamente. “Novos conceitos surgem a cada dia e quem não se propõe a absorver as novidades pode ficar ultrapassado”, disse.

O palestrante ressaltou que para o desenvolvimento sustentável é necessário implantar a economia verde, que envolve a sociedade, a economia e o meio ambiente. “Sustentabilidade é o equilíbrio entre o que precisamos da natureza e o que devolvemos a ela. Sustentabilidade e economia verde dependem de atitudes diárias no uso dos recursos naturais. Com os níveis de consumo atuais, ambientalmente irresponsáveis, os recursos naturais serão esgotados e daqui a algumas décadas precisaremos de outro planeta terra. É imperativo repensarmos nossas práticas e nosso estilo de vida, colocando em prática os 4 r’s da sustentabilidade: Repensar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar”, afirmou. Souza citou exemplos positivos de sustentabilidade em Araraquara como a coleta seletiva solidária realizada pela Cooperativa Acácia em parceria com o Daae e a Prefeitura, além dos bolsões de entulho e volumosos, que são pontos de entrega voluntária. No fim da palestra, Chediek provocou um debate entre os funcionários sobre sustentabilidade na Câmara Municipal. Alimentados pelos conceitos recém absorvidos, eles deram sugestões como uso de caneca individual própria, de forma a reduzir o consumo e a geração de lixo com copos descartáveis; adoção de janelas abertas no lugar do ar-condicionado; ficar atento com aparelhos eletrônicos ligados e lâmpadas acesas desnecessariamente; divulgação das ideias e ações sustentáveis pelos meios de comunicação da Câmara, entre outros. “Ações individuais de sustentabilidade e economia podem parecer pequenas, mas geram grandes resultados para nós e nosso próximo”, disse Chediek.

 

Unesco: mundo precisará mudar consumo pra garantir abastecimento de água

Relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostra que há no mundo água suficiente para suprir as necessidades de crescimento do consumo, "mas não sem uma mudança dramática no uso, gerenciamento e compartilhamento. Segundo o documento, a crise global de água é de governança, muito mais do que de disponibilidade do recurso, e um padrão de consumo mundial sustentável ainda está distante. De acordo com a organização, nas últimas décadas o consumo de água cresceu duas vezes mais do que a população e a estimativa é que a demanda cresça ainda 55% até 2050. Mantendo os atuais padrões de consumo, em 2030 o mundo enfrentará um déficit no abastecimento de água de 40%. Os dados estão no relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Recursos Hídricos 2015 – Água para um Mundo Sustentável.

O relatório atribui a vários fatores a possível falta de água, entre eles a intensa urbanização, as práticas agrícolas inadequadas e a poluição, que prejudica a oferta de água limpa no mundo. A organização estima que 20% dos aquíferos estejam explorados acima de sua capacidade. Os aquíferos, que concentram água no subterrâneo e abastecem nascentes e rios, são responsáveis atualmente por fornecer água potável à metade da população mundial e é de onde provêm 43% da água usada na irrigação. Os desafios futuros serão muitos. O crescimento da população está estimado em 80 milhões de pessoas por ano, com estimativa de chegar a 9,1 bilhões em 2050, sendo 6,3 bilhões em áreas urbanas. A agricultura deverá produzir 60% a mais no mundo e 100% a mais nos países em desenvolvimento até 2050. A demanda por água na indústria manufatureira deverá quadruplicar no período de 2000 a 2050. Segundo a oficial de Ciências Naturais da Unesco na Itália, Angela Ortigara, integrante do Programa Mundial de Avaliação da Água (cuja sigla em inglês é WWAP) e que participou da elaboração do relatório, a intenção do documento é alertar os governos para que incentivem o consumo sustentável e evitem uma grave crise de abastecimento no futuro. “Uma das questões que os países já estão se esforçando para melhorar é a governança da água. É importante melhorar a transparência nas decisões e também tomar medidas de maneira integrada com os diferentes setores que utilizam a água. A população deve sentir que faz parte da solução.” (Agência Brasil).




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