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Curso 'Altas Habilidades e Superdotação' aborda importância da identificação precoce

Iniciativa da Escola do Legislativo de Araraquara aconteceu no dia 30 de agosto na Câmara Municipal

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A fim de proporcionar aos participantes a compreensão dos conceitos sobre altas habilidades e superdotação, abordando características, métodos de identificação e avaliação, além de estratégias educacionais para atender às demandas desses alunos, a Escola do Legislativo de Araraquara promoveu o curso gratuito “Altas Habilidades e Superdotação – Conceitos, Identificação e Estratégias Educacionais”, com os palestrantes Lucas Perches (psicólogo) e Patrícia Contreras (educadora especial). Com duração de quatro horas, o evento aconteceu na sexta-feira (30), no Plenário da Câmara Municipal, e também foi realizado na modalidade online, com emissão de certificado.

 

O conteúdo programático foi composto por três módulos: “Introdução às Altas Habilidades/Superdotação”, “Identificação e Avaliação de Alunos Superdotados”, “Estratégias Educacionais e Práticas Pedagógicas” e “Casos Práticos e Discussões”.

 

Na primeira parte do curso, conduzida por Perches, o psicólogo trouxe um panorama histórico sobre os estudos relacionados à superdotação, desde a antiguidade até os anos 90, destacando teóricos relevantes sobre o tema.

 

O palestrante destacou, por exemplo, que, para o psicólogo Joseph Renzulli, “a superdotação resulta da interação entre três componentes: alta habilidade, criatividade e comprometimento com a tarefa”. O psicólogo também explicou a Teoria das Inteligências Múltiplas de Howard Gardner, o qual identificou nove tipos de inteligências, expandindo o conceito de superdotação para incluir talentos em diversas áreas.

 

Também foram abordadas algumas características para identificar a superdotação: a intelectual, composta por habilidades de pensamento lógico, raciocínio rápido e capacidade de lidar com conceitos abstratos; a artística, com expressão e sensibilidade estética; e a curiosidade intensa. As crianças superdotadas também podem apresentar senso de justiça, perfeccionismo, senso de humor, liderança, falta ou excesso de autonomia e persistência.

 

“É importante ressaltar que a superdotação não é um transtorno e não tem CID [Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde]. A cada mil pessoas, cerca de 20 a 50 indivíduos possuem essa característica”, frisou Perches.

 

Também foram indicados alguns métodos de avaliação para identificar a superdotação, como testes de Quociente de Inteligência (QI), avaliação neuropsicológica completa, questionários, entrevistas com os pais, escolas e outros contextos sociais e observação do comportamento em clínica e diversos ambientes.

 

Na segunda parte do curso, Patrícia destacou o histórico sobre a Educação Especial e a legislação existente sobre o tema, afirmando que as crianças com altas habilidades são público-alvo desse modelo de ensino. A palestrante ressaltou também que a Educação Especial na perspectiva inclusiva busca atender às necessidades de todos os alunos, garantindo que todos tenham acesso igualitário à educação de qualidade. “Vale destacar que o atendimento educacional especializado deve ser no contraturno da escola regular.”

 

Além disso, foi explicado o papel dos diferentes profissionais nesse processo, com destaque para a identificação precoce das altas habilidades por parte dos educadores, a qual pode auxiliar no controle da ansiedade e outros problemas futuros.

 

Patrícia abordou ainda os diferentes modelos de “enriquecimento curricular” que podem ser utilizados para um aluno com superdotação, a fim de aprimorar habilidades de pensamento, sociais e criativas. Como exemplo ela citou a realização de oficinas, clubes, projetos de pesquisas e ações comunitárias.

 

Por fim, os palestrantes trouxeram casos de crianças que receberam acompanhamento e se desenvolveram melhor após a aceleração na educação (quando o jovem muda para uma série mais avançada devido às suas altas habilidades) e responderam às perguntas dos participantes.

 

A iniciativa foi realizada em atendimento à programação do Fórum Municipal sobre Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD), estabelecido pela Resolução nº 541/2024.


Publicado em: 02 de setembro de 2024

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Categoria: Escola do Legislativo

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