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Os vereadores aprovaram por unanimidade projeto do Executivo instituindo o Selo Diversidade Étnica. O Selo será conferido às empresas e estabelecimentos comerciais que contratarem e indicarem negros e afrodescendentes para cargos de chefia e gerência no município.
A instituição do Selo foi reivindicada na primeira Sessão Cidadã, em 25 de abril deste ano, por Alessandra de Cássia Laurindo e Francisco Luiz Kiko Salvador, representando o Centro Afro e o Conselho Municipal de Combate à Discriminação Racial e ao Racismo (Comcedir). O projeto determina que para a obtenção do Selo, as empresas deverão se inscrever no Centro de Referência Afro “Mestre Jorge” e apresentar censo étnico com números sobre a diversidade racial, cargos e cargos e posições ocupados pelos afrodescendentes, e plano de carreira, incentivando a promoção e o desenvolvimento profissional dos profissionais que se declararem negros.
Desigualdades
Segundo a justificativa, o objetivo é incentivar ações sociais, visando diminuir as desigualdades de oportunidades e condições no mercado de trabalho e combater a discriminação racial. De acordo com o projeto, “a finalidade é sensibilizar as empresas a valorizar a diversidade étnico-racial, gerando um diferencial no mercado empresarial”.
Para Kiko Luiz, ex-presidente do Comcedir, a tomada de posição do prefeito Marcelo Barbieri (PMDB) em enviar o projeto “é mostra significativa do alcance da luta da comunidade negra que reivindica aquilo que lhe é devido em pagamento do trabalho na construção deste país”. “O negro foi vitimado desde quando, embarcado nos tumbeiros (navios que transportavam os escravos e que pela suas características e número de mortes ocorridas em seu interior assemelhavam-se a uma tumba), passou por um processo de destruição da identidade e resgatou-a”. Para ele, “a população negra construiu este Brasil e esta é uma pequena parcela da recompensa, mas compensadora. Os tambores hoje soam mais alto no coração da Mãe África”, enfatiza Kiko Luiz. Alessandra considera “o mês de novembro como histórico”. Na opinião dela, “a consciência negra tem que ser exercitada os 365 dias do ano; nosso trabalho é árduo e ainda está estamos muito longe de acabar com o preconceito”. Mas ela acredita que “o Selo vai permitir que o comércio, as empresas e a sociedade em geral avancem na luta por mais Araraquara mais justa e para darmos um basta ao racismo”.
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