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O Seminário Diversidade, Inclusão e Preconceito: Políticas Públicas em Foco, promovido pela Escola do Legislativo da Câmara de Araraquara em parceria com a Unesp e Prefeitura, através das assessorias especiais para diversidade de raça, sexual e pessoas com deficiências, contou na quarta-feira com a participação do Prof. Dr. Wagner de Melo Romão Profa. Dra. Relma Urel Carbone Carneiro (Unesp) e Profa. Claudete Camargo Pereira Basaglia, do Centro Universitário Claretiano, em mesa coordenada pela vereadora Edna Martins (PV).
O seminário objetiva dialogar sobre as políticas públicas, limites e possibilidades para o combate ao preconceito e a discriminação de raça, gênero e sexo, bem como contra as pessoas deficientes. Na quarta-feira a Mesa abordou o tema Caminhos para inclusão? Educação especial e gênero em debate. O professor doutor unespiano Romão, que trabalha atualmente no Departamento de Antropologia, Política e Filosofia da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, atuando na área de Política, nos temas: políticas públicas, teoria democrática, democracia participativa e deliberativa tratou na “mesa” de dois temas, Cidadania e Processo de Democratização, destacando os avanços da Constituição de 88 no fundamentos inseridos no artigo 1º, Soberania, Cidadania e Dignidade da Pessoa Humana. Explicitou o professor doutor que o conceito de inclusão corresponde ao avanço das políticas públicas e o papel do Estado que responde a esta, aberto a respaldar as demandas e uma ideia mais fina, mais especifica mais cirúrgica só acontece em uma democracia consolidada. A Profa. Dra. Relma, unespiana do Departamento de Psicologia da Educação com experiência na área de Educação Especial, nos temas de deficiência auditiva/surdez, inclusão escolar, gestão e formação de recursos humanos para a Educação Inclusiva destacou que historicamente a sociedade criou mecanismo de separação entre as pessoas através da categorização, e a relação entre a sociedade e deficiência foi notadamente de exclusão na Idade Média, e Século XVI, exclusão e segregação no Século XVII, Segregação no XX e Inclusão no Século XXI. Citou ainda os paradigmas, como da institucionalização (colocação em manicômio) no passado, da integração na década de 60 e 70 e posteriormente com a criação das classes especiais e o paradigma de suporte, definindo que a inclusão social é uma discussão paradoxal, pois incluir significa atrair, juntar aquilo que esta separado. Considerou Relma ser necessário uma mudança atitudinal sem a qual todas as outras perdem o valor, valorizar o individuo pelo que ele é, tem, pode, consegue, independente do que ele não é, não tem, não pode e não consegue, por ser esta atitude a única capaz de estabelecer relações entre as pessoas que as façam viver juntas.
A doutoranda no programa de Pós-graduação da Unesp, integrante do quadro docente do Centro Claretiano, professora Claudete, na questão de gênero manifestou sua alegria pelo desempenho da Escola do Legislativo que cuida dos caminhos da inclusão, porque a escola formal não escolheu o caminho da inclusão da mulher. Para Claudete os caminhos da inclusão já estão colocados, é o momento de incluir políticas públicas como Araraquara que criou espaço para políticas públicas voltadas para as mulheres. “A questão agora é avaliar esta questão, avaliação formal, pontual e se necessário dar rumos”.
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