Publicado por: Foto: Guilherme Sircili - Prefeitura de Ribeirão Preto/SP
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A criação do “Programa Arte Urbana Acessível” foi aprovada na Sessão Ordinária realizada na última terça-feira (28). O projeto, de autoria dos vereadores Marcelinho e João Clemente (ambos do Progressistas) e Michel Kary (PL), pretende promover a acessibilidade cultural e a inclusão social de pessoas com deficiência visual, através de arte urbana que pode ser tocada.
Segundo o texto do documento apresentado no Plenário, a iniciativa estabelece que o Executivo disponibilize na cidade murais e intervenções artísticas acessíveis, que utilizem relevo, texturas, sistema braile e tecnologias assistivas, como a audiodescrição, QR Codes e conteúdos educativos. A intenção é que o Município transforme seus espaços urbanos em ambientes mais democráticos, inclusivos e sensíveis à diversidade.
Durante a defesa do Projeto de Lei (PL), Marcelinho destacou a relevância de adequar a legislação local, após ter recebido pedidos de pessoas com deficiência (PCD) em Araraquara. “Esse projeto ele é importante não só para as pessoas com deficiência, mas para as pessoas que também sofrem com depressão, por exemplo. A arte é a forma de a gente construir uma vida melhor para todos.”
“Estou aqui para contribuir com as ideias e colocar em prática a área da arte, conseguir realmente colocar nas paredes de Araraquara pinturas, grafites, texturas para que as pessoas toquem e sintam o que é a cultura e a arte para quem não consegue enxergar”, complementou Kary.
Na justificativa apresentada pelos autores do projeto, outros setores da sociedade também poderiam ser beneficiados com a implantação do programa na cidade, já que valorizaria a arte urbana e os artistas locais, promoveria a economia criativa e fortaleceria a identidade cultural de Araraquara.
Além disso, os parlamentares sugerem que as ações previstas sejam executadas por meio de parcerias, editais e convênios, permitindo a integração entre poder público, sociedade civil, instituições culturais e entidades representativas das pessoas com deficiência, trazendo, assim, maior legitimidade e sustentabilidade à proposta.
Ao final das discussões, todos os vereadores que estavam presentes no momento da votação aprovaram o PL, que ainda depende da sanção do prefeito para entrar em vigor.
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