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Vereadores da Câmara Municipal de Araraquara chegaram ao entendimento de que fazer a manutenção do Parque do Basalto custaria bem menos para os cofres municipais, do que recuperar o parque, que se encontra em estado de degradação. A constatação se deu em visita realizada na manhã da quinta-feira (29). Edson Hel (PPS), Lucas Grecco (PSB), Paulo Landim (PT) e Zé Luiz – Zé Macaco (PPS), acompanhados pelo superintendente do Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae), Marcos Isidoro, fizeram vistoria no local, que corre risco de perder algumas espécies de plantas.
Tudo começou em agosto de 2017, quando a Universidade de Araraquara (Uniara) comunicou à Prefeitura dizendo que não tinha mais interesse em continuar usufruindo da concessão do Parque do Basalto, e que pretendia devolver o parque em 30 dias. A Prefeitura manifestou à Uniara a impossibilidade de assumir imediatamente a posse do imóvel, por ausência de previsão orçamentária para as despesas de manutenção, já que o termo final de concessão estava previsto para terminar apenas em agosto deste ano. Desta maneira, a Uniara e a Prefeitura entraram em um acordo, no qual o parque seria devolvido ao município a partir do dia 1º de fevereiro deste ano, respeitando o contrato, de que o imóvel seria entregue em ordem e com as devidas manutenções realizadas, porém, o parque já estava fechado e, certamente, sem cuidados, desde setembro do ano passado. Os vereadores puderam constatar a situação de abandono em que o Basalto se encontra, com o mato tomando conta de instalações, trilhas para pedestres, além de toda a estrutura ambiental do lugar. Por 20 anos, a universidade manteve e preservou o local, uma reserva ambiental que chama a atenção pela diversidade de plantas e também pela cachoeira, que está ao lado do Parque do Pinheirinho. A instituição fez investimentos e atividades educacionais durante todo o tempo em que foi responsável pelo lugar, além de permitir que a população frequentasse o parque. Agora, o que se constata é que as estruturas estão abandonadas, em processo de degradação e a parte ambiental precisando de cuidados, pois o mato começa a envolver e sufocar a diversidade de espécies lá existentes.
Todos têm obrigação de cuidar do meio ambiente
Hel questionou o superintendente sobre o que está sendo pensado pela administração para o Parque. A resposta foi que está em andamento um estudo de viabilidade para utilização e até ocupação, com serviços municipais ligados ao meio ambiente. Grecco interrogou sobre o tempo que ainda deve levar para a reabertura do Basalto. A resposta foi que ainda este ano alguma coisa recomece a funcionar por lá. Zé Luiz abordou questões de meio ambiente, preservação, produção de água, como tema mundial, para perguntar sobre a utilização futura do parque. A resposta de Isidoro é que o objetivo é a implantação de um grande complexo ambiental, para educação e lazer, ligado ao Parque do Pinheirinho. E Landim perguntou sobre a segurança do local. A resposta foi que nos próximos dias, por meio de aditamento de um contrato em vigência, ainda na primeira quinzena de abril, já deva haver vigilância no Basalto. Como clamor de todos os vereadores, ficou a mensagem de que todos, empresas, escolas, população, e não apenas o poder público, têm obrigação de cuidar do meio ambiente.
Complexo ambiental para educação e lazer
Algumas perspectivas foram dadas aos vereadores pelo representante do Daae, como o estudo em andamento para que o parque seja mantido e ocupado, inclusive com reformas e colocação de alguns serviços para funcionarem no local, transformando-o num polo de educação ambiental, retomando as atividades ainda neste ano. A barreira é o investimento necessário. Outra informação dada aos vereadores é que em breve deverá haver segurança no local. Os vereadores fizeram a visita com o sentido de fiscalizar a situação do parque, cobrar soluções e até mesmo ajudar no encaminhamento da questão.
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