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Os direitos das pessoas surdas em Araraquara e o mês de inclusão social da pessoa com deficiência foram os assuntos abordados na Tribuna Popular da Câmara Municipal, na terça-feira (4), durante a 78ª Sessão Ordinária.
Adriana Aparecida Biasiolo, falando em nome da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Araraquara (Apae), destacou a lei de autoria do vereador Roger Mendes (Progressistas), que instituiu o Setembro Verde “como forma de buscar uma sociedade mais justa e inclusiva, no intuito de dar maior visibilidade à causa da pessoa com deficiência”. Fez questão de frisar o trabalho desenvolvido por todas as entidades assistenciais, parceiras de luta: Instituto dos Cegos Santa Luzia e a Para-DV, Udefa, Ampara, Instituto Idioma Surdo, Lar Nosso Ninho, Fundação Toque, AAEE, além da rede de atendimento da Prefeitura, Condef e Assessoria da Pessoa com Deficiência. Adriana lembrou que “apesar de toda essa rede, ainda temos que avançar muito. Lutamos todos os dias contra a exclusão e o preconceito, e a campanha Setembro Verde nos convida a refletir e questionar: o que eu posso fazer para garantir que os direitos das pessoas com deficiência sejam respeitados?”.
Com relação à Apae, que completou 55 anos de atividades em Araraquara, ressaltou as conquistas na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. “Hoje, seguramente, afirmo que mais de 120 pessoas com deficiência, que passaram pela Apae estão empregadas.” Deixou um alerta no final do pronunciamento. “Precisamos discutir o atendimento para pessoas que apresentam Transtorno Espectro Autista Grave. Um novo desafio que temos pela frente.”
Setembro Azul
Vilma do Amaral Schiavinato, presidente do Instituto Idioma Surdo, registrou a importância de outra lei, aquela que incluiu no Calendário Oficial de Eventos do Município a Campanha de Conscientização aos Direitos das Pessoas Surdas – Setembro Azul, por iniciativa do vereador Elias Chediek (MDB).
“Gostaria de lembrar que essa campanha incluiu o Dia Mundial das Línguas de Sinais, em 10 de setembro, o Dia Nacional da Pessoa Surda, em 26 de setembro, e o Dia Internacional da Pessoa Surda, em 30 de setembro”, disse. Estima-se que a comunidade surda de Araraquara e região seja composta por 30 mil pessoas, o que inclui as pessoas surdas, deficientes auditivos e familiares cuidadores parentais, indispensáveis para a comunicação. A Lei Municipal Empresa Amiga do Surdo, o curso para atendimento ao público em Libras, palestras em escolas, parceria em projeto de inclusão na Citrosuco, Semana de Prevenção às Deficiências e projeto de cinemas de Araraquara que devem testar tecnologia para tradução de filmes para surdos e cegos, foram outros assuntos abordados pela oradora.
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