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“Nunca tantos deveram a tão poucos” é a citação final do prefácio do livro “Escola de Pharmacia e Odontologia de Araraquara 1923-1955”. Lançada na quinta-feira (7), na Biblioteca da Faculdade de Farmácia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a obra de autoria do professor Lourival Larini resgata o período em que as faculdades ainda eram privadas, enquanto docentes lutavam para mantê-las e estadualizá-las. O presidente da Câmara Municipal, Jéferson Yashuda Farmacêutico (PSDB), participou do evento e marcou a presença do Legislativo mais uma vez na história das faculdades.
“Em 1923, as faculdades foram fundadas com o apoio do então presidente da Câmara, o vereador Bento de Abreu Sampaio Vidal, com o objetivo de trazer mais desenvolvimento para o município. Hoje, 95 anos depois, tenho a honra de participar do lançamento da obra que resgata toda essa trajetória”, afirmou Yashuda, que foi aluno da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp entre os anos de 1990 e 1994.
Segundo Larini, o período compreendido no livro foi de muita luta, pois abarca a Segunda Guerra Mundial. “Os recursos eram escassos. Muitos professores doavam dinheiro do próprio bolso para manter a Escola de Pharmacia, com ‘PH’, e Odontologia. Alguns docentes chegaram a andar armados por conta das ameaças que sofriam.”
Para Sergio Russi, professor aposentado da Unesp e autor do prefácio da obra, foi o trabalho incansável de um grupo pequeno de docentes que propiciou a estadualização da escola, e que mais tarde se desdobrou em duas faculdades distintas integradas à Universidade Estadual Paulista. “Todos nós devemos a esses professores, pois sem eles não teríamos essas instituições de ensino de excelência e reconhecimento nacional.”
A diretora da Faculdade de Odontologia, Elaine Maria Sgavioli Massucato, ressaltou a importância da obra para a universidade. “Essa história de luta nos motiva ainda mais a querer trabalhar para melhorar nossa instituição.”
O diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, professor Luis Vitor Silva do Sacramento, destacou que não há futuro sem o passado. “É importante que todos os nossos alunos saibam como foi esse período árduo. Imaginem quantos erros poderíamos evitar se conhecêssemos nossa história.”
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