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Em 2020, das crianças acompanhadas na Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS, 15,9% dos menores de 5 anos e 31,8% das crianças entre 5 e 9 anos tinham excesso de peso e dessas, 7,4% e 15,8%, respectivamente, apresentavam obesidade, segundo o Índice de Massa Corporal (IMC) para a idade.
Quanto aos adolescentes acompanhados na APS em 2020, 31,9% e 12,0% apresentavam excesso de peso e obesidade, respectivamente. Considerando todas as crianças brasileiras menores de 10 anos, estima-se que cerca de 6,4 milhões tenham excesso de peso e 3,1 milhões tenham obesidade. Entre os adolescentes brasileiros, estima-se que cerca de 11 milhões tenham excesso de peso e 4,1 milhões, obesidade.
Pensando nessa questão, a vereadora Filipa Brunelli (PT) apresentou ao Executivo, no dia 16 de fevereiro, a Indicação nº 1.056/2022, sugerindo a criação de um programa de conscientização sobre a obesidade infantil e valorização da segurança alimentar.
“O programa tem como objetivo deter o avanço da obesidade infantil e contribuir para a melhoria da saúde e da nutrição das crianças brasileiras, para que possamos reconhecer a obesidade infantil como um problema prioritário de saúde pública e implementar medidas efetivas na prevenção e atenção à obesidade infantil”, detalha a parlamentar.
Filipa lembra que dados recentes revelaram que, entre 1990 e 2019, a má nutrição foi um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças e perdas de anos saudáveis da população. “Aliado a isso, a inatividade física também é fator de risco para doenças crônicas e mortalidade”, diz a vereadora no documento.
A parlamentar entende que, para que o programa seja mais efetivo e alcance um maior impacto, deve-se implementar uma combinação de medidas, potencializando o apoio de alimentação adequada e saudável e a atividade física. “Exemplos disso são ações e políticas que fomentem a produção local de alimentos saudáveis e facilitem o seu acesso, somadas a ações de promoção da saúde e alimentação saudável a serem implementadas no ambiente escolar, associadas a medidas que evitem a exposição precoce do público infantil aos alimentos não saudáveis e a campanhas de comunicação de massa para conscientizar a população, além da implementação e incentivo de uso dos espaços urbanos que permitam o livre brincar e a prática de atividade física”, explica.
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