Publicado por: Foto: Prefeitura Municipal de Araraquara
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As ocorrências envolvendo animais peçonhentos têm exigido atenção constante do setor público em Araraquara. Levantamento solicitado pela vereadora Filipa Brunelli (PT) à Prefeitura aponta, no período de um ano, 802 atendimentos envolvendo acidentes, sendo mais da metade relacionada a escorpiões. Os dados também indicam as regiões com maior incidência e detalham a estrutura de atendimento disponível no município.
Por meio do Requerimento nº 836/2026, a vereadora Filipa Brunelli (PT) pediu ao Executivo informações sobre profissionais capacitados, unidades habilitadas para atendimento e o número de ocorrências registradas no município. Na justificativa, a parlamentar destacou a importância do atendimento rápido e tecnicamente adequado nesses casos, que podem representar riscos graves à saúde da população. “É fundamental acompanhar a estrutura da rede municipal, a qualificação das equipes e a real demanda do município, contribuindo para a prevenção de agravos e o aprimoramento do atendimento prestado à população”, afirma Filipa.
Em resposta, a Prefeitura informa que as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são a principal porta de entrada do sistema público e estão aptas a acolher pacientes vítimas de acidentes com animais peçonhentos, realizando a avaliação inicial, classificação de risco e os encaminhamentos necessários.
Segundo o Executivo, toda a rede de Atenção Primária à Saúde está preparada para prestar o primeiro atendimento, seguindo protocolos e fluxos assistenciais definidos pela Secretaria Municipal de Saúde. Também foi informado que o município adota o Plano de Ação Regional para Atendimento às Pessoas Vítimas de Acidentes por Escorpião do DRS III – Araraquara, que prevê unidades de referência e profissionais capacitados para o manejo desses casos.
Escorpiões lideram ocorrências
De acordo com os dados apresentados pela Prefeitura, entre 1º de março de 2025 e 31 de março de 2026, foram registradas 802 ocorrências envolvendo animais peçonhentos no município. Os acidentes com escorpiões lideram a estatística, com 419 registros, seguidos por abelhas, com 240 ocorrências, aranhas, com 76 casos, lagartas, com 19, serpentes, com 13 e outros animais ou espécies não identificadas, com 35 notificações. Entre os casos registrados, houve necessidade de aplicação de soro em 11 acidentes com serpentes, oito envolvendo escorpiões e três relacionados a aranhas.
Os dados também apontam que os bairros com maior número de atendimentos foram Vila Xavier, com 71 registros, Centro, com 53, Selmi Dei, com 42, Parque São Paulo, com 24, Valle Verde, com 22, e Iguatemi, com 21 ocorrências. O levantamento ainda mostra notificações em praticamente todas as regiões da cidade, além de 89 atendimentos envolvendo moradores de outros municípios.
Calor e umidade favorecem aumento dos casos
Ao responder ao questionamento sobre possíveis períodos de maior incidência, a Prefeitura diz que há aumento dos acidentes em épocas de temperaturas elevadas e maior umidade, condições que favorecem a reprodução, proliferação e dispersão dos escorpiões. O município ressalta ainda que o Hospital Vital Brazil, vinculado ao Instituto Butantan, é referência nacional no atendimento a acidentes por animais peçonhentos e oferece suporte técnico aos profissionais de saúde.
O Plano Regional de Atendimento citado pela administração municipal destaca que o escorpionismo (quadro clínico de envenenamento ou o conjunto de sintomas que ocorrem após a picada de um escorpião) é atualmente o principal problema de saúde pública relacionado a animais peçonhentos no Estado de São Paulo. O documento também aponta que a UPA Central de Araraquara atua como ponto estratégico para atendimento e soroterapia, contando com médicos e enfermeiros capacitados para diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes.
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