546
O vereador Elias Chediek (PMDB) recebeu ofício do Ministério Público, comunicando abertura de Inquérito Civil, considerando a denúncia apresentada pelo parlamentar, quanto à campanha de publicidade promovida pela Prefeitura de Araraquara, por ocasião da apresentação do projeto de lei com propostas de revisão da Planta Genérica de Valores (PGV) e da criação do IPTU Progressivo no Tempo. Segundo o promotor Raul de Mello Franco Júnior, o conteúdo das peças publicitárias, as contratações envolvidas (inclusive de veiculação) e as despesas públicas relacionadas à campanha devem ser investigados. O promotor elenca no ofício enviado ao vereador, que nos termos do texto constitucional (art. 37 § 1º, da CF), a publicidade a cargo da Administração Pública deve se restringir a atos, programas, obras e serviços, tendo caráter educativo, informativo e de orientação social. Segundo a denúncia apresentada por Chediek, as peças publicitárias representaram campanha de desinformação sobre o conteúdo do projeto de lei, não possuíam o caráter de comunicação de obras ou serviços prestados pelo município, fundaram-se em dados comparativos deturpados e omitiam informações relevantes, veicularam conteúdo ideológico semeando discórdia no meio social.
Objeto da investigação
Além de ter acatado a representação do vereador, o promotor acrescentou em sua decisão de instauração de inquérito, que “a campanha sugere ter sido lançada com o propósito de minimizar o desgaste político gerado pela proposta e, ao mesmo tempo, mobilizar a opinião pública, como instrumento de pressão social sobre os membros do Legislativo”. Além disso, “exacerba a figura do alcaide, apresentado como defensor dos pobres, catalisador da insatisfação popular contra os privilégios de classe e uma espécie de justiceiro disposto a capitanear a investida contra as classes média e alta, concentradas nos condomínios de luxo”. Além disso haveria “atentado à moralidade administrativa, desprovida de razoabilidade e incondizente com as finalidades educativas, informativas ou de orientação que se deseja ver na publicidade institucional”, argumenta o promotor. “A abertura de inquérito civil por parte do MP ratifica que todo o processo de divulgação da PGV deveria ter sido feito com mais clareza”, defende Chediek, comentando ainda que não se pode manipular a opinião pública e promover o ódio entre classes sociais.
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
A Prefeitura de Araraquara tem previsão de reformar a estrutura da Estratégia de Saúde da Família (ESF) “Farmacêutico Cristóvão Colombo”, do Jardim Cruzeiro do Sul. A informação foi enviada em resp...
Em documento encaminhado à Prefeitura, o vereador Marcelinho (Progressistas) pediu detalhes à Prefeitura de Araraquara sobre a falta de medicamentos de uso comum e contínuo na rede pública municipa...
Dentro das atividades da Semana Municipal de Visibilidade e Conscientização sobre Doenças Raras “Valentina Vieira Fasanella”, o Plenário da Câmara Municipal de Araraquara recebe a Audiência Pública...
A Câmara Municipal de Araraquara está com inscrições abertas para o Processo de Seleção Pública de Estagiários – Edital nº 001/2026. A seleção é organizada pelo Centro de Integração Empresa-Escola...
Música Com mais de dez anos de carreira como pesquisador musical e discotecário, Ivisson Cardoso (mais conhecido como Meu Caro Vinho) traz sua curadoria, que gira em torno dos 40 anos do Axé Music...
Futebol Pela 10ª rodada do Campeonato Paulista da Série A2, a Ferroviária recebe o Sertãozinho no sábado (14), às 18 horas, na Fonte Luminosa. O jogo terá transmissão ao vivo no canal do YouTube M...

O conteúdo do Portal da Câmara Municipal de Araraquara pode ser traduzido para a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) através da plataforma VLibras.
Clique aqui (ou acesse diretamente no endereço - https://www.vlibras.gov.br/) e utilize a plataforma.