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Os moradores do bairro Santana estão indignados com a situação que vêm presenciando há cerca de 90 dias: um grupo de moradores em situação de rua montou um acampamento na praça da igreja, ao lado do salão de festas. “A questão beira o absurdo, porque uma ‘favela’ foi erguida em frente à Casa Transitória, órgão responsável pelo acolhimento dessas pessoas”, aponta o vereador Jéferson Yashuda (PSDB), que tem sido o interlocutor dos moradores do bairro com a Prefeitura desde que o acampamento começou a ser montado.
No início do mês de junho, Yashuda encaminhou à Prefeitura a Indicação nº 1.881/2020, cobrando o acolhimento digno desses moradores. No documento, o parlamentar destacou que já havia conversado com a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Jacqueline Pereira Barbosa, mas que nenhuma medida havia sido tomada. “Entendemos e respeitamos o posicionamento de todos, assim como respeitamos nossos irmãos moradores de rua, mas não podemos deixar de evidenciar a incapacidade do serviço prestado pelo município nesse caso em específico”, diz o vereador. “Essas pessoas estão no local desde 20 de março, e até agora absolutamente nada foi feito para acolhê-los dentro da Casa Transitória. Os moradores em situação de rua usam as dependências da Casa Transitória e recebem marmitas diariamente. O que tem sido feito para acolhê-los de forma digna, uma vez que estão em frente a um órgão público que tem essa responsabilidade?”
Na quarta-feira (10), o vereador participou de uma reunião com representantes da Assistência Social, da Guarda Civil Municipal e da Casa Transitória, além do pároco da Igreja de Santana. A secretária de Desenvolvimento e Assistência Social e a secretária da Saúde, Eliana Honain, também estão acompanhando o caso. “A Assistência social diz que o problema não é só dela e o mesmo diz a Secretaria da Saúde. Os moradores do entorno não entendem o que ocorre, já que existe um órgão da Prefeitura disponível que ainda não conseguiu acolhê-los, mesmo após 90 dias.”, questiona o vereador.
Durante a 158ª Sessão Ordinária, realizada na terça-feira (16), Yashuda cobrou novamente providências da Prefeitura. Lembrando a ampla rede de assistência social disponível na cidade, o vereador mostrou sua insatisfação com a condução do problema pelo Executivo. “Alguma coisa precisa ser feita e seguiremos cobrando. O que não dá é para ficar assistindo a esse descaso com nossos irmãos moradores de rua, desassistidos há quase 90 dias defronte ao órgão de acolhimento, ou que deveria ser de acolhimento, mas que não está funcionando”, declarou. “É inadmissível que nenhuma providência tenha sido tomada nesses quase três meses. É preciso assumir responsabilidades, sem jogo de empurra-empurra.”
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