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Preocupado com o alto risco de acidentes nas proximidades da alça de acesso ao 1° Distrito Industrial, pela Via de Acesso Engenheiro Ivo Najm com a Avenida Engenheiro Camilo Dinucci, o vereador Rafael de Angeli (PSDB), se reuniu, na quinta-feira (21), com Marcos Antônio Mantoanelli, diretor regional do Departamento de Estradas de Rodagem (DER4). O trecho é um dos pontos críticos da malha rodoviária, segundo dados do órgão. De acordo com o vereador, o objetivo do encontro foi encontrar soluções para o problema que incomoda moradores e trabalhadores da região, em especial no horário de saída das fábricas, das 17h às 18h30, quando o trânsito fica intenso e o local não oferece visibilidade aos condutores no trecho citado. Há o temor de que acidentes mais graves ocorram no local, que já contabiliza oito acidentes somente no primeiro semestre de 2017. “Tem sido comum receber em nosso gabinete demandas de empresários e trabalhadores para que seja tomada uma providência na região, pois há alto risco de acidentes, numa perigosa mistura de tráfego intenso de veículos e ausência de sinalização em diversos pontos”, explicou o parlamentar para o responsável do DER. Rafael estava acompanhado do empresário José Marcelo Carvalho, que afirmou ser muito difícil trafegar pelo local nos horários de entrada e saída das empresas. De acordo com Carvalho, em um dos pontos o condutor precisa ter atenção com até sete pontos de visão. A preocupação do empresário pode ser justificada pelos números do DER, que apesar da instalação de um redutor de velocidade (radar), ainda possui um dos maiores números de acidentes. “Ao chegar a rotatória, o condutor precisa de atenção dobrada, afinal, são sete pontos que precisam de atenção para que não ocorra um acidente. Isso preocupa, não só os trabalhadores, mas também os empresários, que podem ser responsabilizados por ser considerado acidente de trajeto”, explicou o empresário. O levantamento de dados do DER aponta ainda que os acidentes mais comuns no trecho são as colisões transversais — quando os veículos se tocam lateralmente —, que representam 41,07% dos registros. Já as colisões traseiras representam 14,29%. Outro apontamento do estudo é de que os acidentes acontecem com maior frequência aos domingos e sextas-feiras.
Problema antigo
De acordo com Marcos Antonio Mantoanelli, do DER, o órgão estadual já tinha conhecimento do problema e notificou o Governo de São Paulo e a Prefeitura de Araraquara. Mantoanelli afirmou ainda que já foram realizados estudos para alterações no trecho, porém, com a crise financeira que o país atravessa, não houve recursos. “Fizemos um estudo de melhorias no local e chegamos a orçar quais seriam os custos. Existe a possibilidade de fazer algo paliativo, somente com mudanças na sinalização, porém, não é o ideal. A previsão, quando houve o levantamento de custos, era de que R$ 2 milhões seriam suficientes para garantir uma solução para a problemática na região”, afirmou. Após a agenda, Rafael prometeu empenho para tentar buscar soluções para a obra, esperada por trabalhadores e empresários.
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