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Mil e quinhentas pessoas são atendidas mensalmente no Centro Referência Ambulatório de Saúde Mental do Adulto (Crasma), que fica no Quitandinha, em Araraquara. O ambulatório é referência aos pacientes dos 18 aos 59 anos e existia a possibilidade de fechar as portas, segundo o relato de funcionários, comprovado por recentes ações da Secretaria da Saúde.
A vereadora Gabriela Palombo (PT) esteve acompanhando a rotina de trabalho e atendimento no Crasma que atende a cidade e municípios da microrregião. Somente no último mês, foram realizados 1.504 atendimentos, a maioria deles na área da psiquiatria. Atualmente, o espaço tem médico, mas sofre com a ausência de um gestor e de uma enfermeira porque a titular está de licença maternidade. Além do atendimento psiquiátrico, há ainda pacientes atendidos com psicóloga e terapeuta ocupacional. O temor da vereadora petista é em relação a unidade que foi inaugurada em dezembro de 2008 e está em um prédio próprio construído com verba federal.
Há cerca de trinta dias, depois de uma série de rumores, os funcionários receberam um aviso indicando sobre o possível fechamento do Crasma. A equipe pediu explicações e somente na segunda tentativa recebeu um aviso de que o projeto estaria, por ora, engavetado. A mudança, de acordo com a vereadora Gabriela Palombo, envolveria um convênio com a Casa Cairbar. O assunto foi discutido durante a reunião do Conselho Municipal de Saúde. Segundo a parlamentar, foi aprovado um convênio do município com a Casa Cairbar como uma alternativa de aumentar o repasse ao hospital e mantê-lo em funcionamento. O valor do repasse subiria dos R$ 243 mil para R$ 411 mil mensais. A proposta seria ampliar o atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS) seguindo as diretrizes nacionais na área da saúde mental, entre elas, atividades terapêuticas. A mudança ainda precisará passar pela aprovação do Ministério da Saúde e Câmara Municipal. Para a vereadora, a única ressalva definida na reunião é que o convênio não ocasione o fechamento ou a substituição do Crasma. “É importantíssima a iniciativa de fortalecer o Cairbar Schutel, único hospital da região que atua na saúde mental pelo SUS. A proposta tem nosso apoio, mas defendi a ressalva de que o convênio não pode substituir serviços existentes como o Crasma. O convênio deve somar, não substituir”, diz Gabriela. Em meio a essas discussões quem depende do atendimento já teme por ações futuras. “Se fechar o que acontecerá com todos nós?”, questiona a dona de casa Lenira Maria dos Santos que sofre com problemas psiquiátricos e buscava um atendimento.
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