Publicado por: Foto: Tetê Viviani
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A Prefeitura de Araraquara afirma não ser possível assegurar a execução de todas as obras aprovadas em gestões anteriores pelo Orçamento Participativo (OP), já que sua realização depende de fatores como disponibilidade orçamentária, viabilidade técnica e definição de prioridades da administração vigente. Em casos em que não houver condições de execução, a decisão será comunicada aos conselhos gestores do OP.
As informações constam em resposta a Requerimento apresentado pelo presidente da Câmara, vereador Rafael de Angeli (Republicanos), que solicitava informações sobre obras do OP ainda não iniciadas.
De acordo com o Executivo, não há cronograma único ou atualizado para todas as intervenções paralisadas, pois cada uma depende de análise individual. Algumas propostas seguem em elaboração de projetos ou em tramitação junto a órgãos de financiamento federal, principalmente na área de educação, enquanto outras ainda não dispõem de recursos assegurados.
Sobre a destinação de verbas, a Prefeitura destaca que parte das obras foi cadastrada em programas federais, condicionando sua execução à aprovação de repasses da União. Em outros casos, há previsão de recursos próprios, mas sem garantia de que sejam suficientes para o início imediato.
Quanto à manutenção da política pública do Orçamento Participativo, a Prefeitura aponta que a participação popular continuará sendo estimulada, mas por meio de “instrumentos ampliados, digitais e responsivos”, como Audiências Públicas relativas ao Plano Plurianual (PPA) e Consulta Pública Digital.
Por fim, a Prefeitura encaminhou planilha (clique aqui para consultar) com a relação das obras não iniciadas e os valores estimados, entre as quais estão:
“O Orçamento Participativo foi criado com a proposta de aproximar a população das decisões sobre obras e investimentos. No entanto, vemos que muitas demandas eleitas há muitos anos ainda não saíram do papel”, observa Angeli. “Nosso objetivo é justamente fiscalizar, cobrar transparência e acompanhar os desdobramentos, para que a população tenha clareza sobre o que poderá ser realizado e em quais prazos. Mais do que promessas, precisamos de informações concretas e responsabilidade desses compromissos”, conclui.
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