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Durante a Sessão Ordinária da última terça-feira (18), foi aprovado o projeto que institui em Araraquara o programa municipal “Mulheres Guardiãs: Lideranças na Prevenção de Riscos”, para fomentar a participação cívica de mulheres que são lideranças em suas comunidades, reconhecendo seu papel estratégico na identificação de vulnerabilidades locais. A proposta é de iniciativa das vereadoras Fabi Virgílio, Filipa Brunelli e Maria Paula, todas do PT.
São objetivos do programa fortalecer a democracia participativa, valorizar o protagonismo feminino, qualificar a gestão pública e transformar o conhecimento comunitário em uma poderosa ferramenta de monitoramento e prevenção.
De acordo com as parlamentares, a proposta “nasce da convicção de que o maior ativo de nosso município é a sua gente. Em especial, as mulheres, que frequentemente estão no centro da vida comunitária, possuindo uma visão aguçada e detalhada das realidades de seus bairros. Elas percebem, antes de muitos, os riscos iminentes, seja uma área com perigo de deslizamento, uma situação de vulnerabilidade social crescente, um problema de saúde pública silencioso ou uma questão de segurança que aflige as famílias”.
Elas reforçam que, no entanto, essa sabedoria popular e essa capacidade de alerta muitas vezes se perdem por falta de um canal oficial e eficaz para chegar ao poder público. “O Programa ‘Mulheres Guardiãs’ vem para preencher essa lacuna de forma simples, inteligente e, fundamentalmente, sem custo algum para os cofres municipais. Este não é um projeto de despesa, mas sim de otimização de recursos. Utilizaremos a estrutura que já temos, nossos servidores, nossos espaços públicos, nossa capacidade de organização, para promover algo de valor inestimável: a escuta. Ao ouvir ativamente essas lideranças, a Prefeitura e esta Casa Legislativa poderão atuar de forma mais preventiva e eficaz, alocando os recursos já existentes de maneira mais estratégica e respondendo às necessidades reais da população.”
As vereadoras enfatizam ainda que o projeto fortalece a democracia participativa, valoriza o protagonismo feminino e qualifica a gestão pública, transformando o conhecimento comunitário em uma poderosa ferramenta de monitoramento e prevenção. “É a união da sensibilidade da liderança feminina com a capacidade de ação do Poder Público. É de grande relevância social e totalmente adequada à realidade orçamentária de nosso município.”
A proposta faz parte das ações coordenadas dos coletivos Mulheres em Luta (MEL), que celebra a união e a articulação de mulheres que ocupam espaços públicos, idealizado pela ex-deputada federal Manuela d'Ávila e realizado pelo Instituto E Se Fosse Você? e pela Rede Enxame.
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