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Na quinta-feira (23), o vereador Rafael de Angeli (PSDB) esteve no Jardim Adalberto Roxo a pedido da moradora Gisele Cristina Umbelino, que o procurou preocupada com as condições de um grande terreno da Prefeitura que fica atrás da Unidade de Saúde da Família (USF) “Dr. Antonio Carlos Pizzolitto”.
“São várias coisas. Por exemplo, essa poça d’água se forma toda vez que chove e fica neste estado durante um tempão, porque a água não tem para onde escorrer”, explica, apontando a poça verde musgo. “Hoje está bom, porque faz tempo que choveu e porque um vizinho limpou, se não, tem dias que nem dá pra passar aqui”. Gisele mostrou ao vereador outros problemas que incomodam os moradores do bairro. Na Avenida Geraldo Fernandes Beata, a quantidade e o tamanho dos buracos impressionam. “O asfalto cedeu. É um perigo, qualquer pedestre, ciclista ou motociclista pode se acidentar aqui”, alerta Angeli. Além disso, o terreno não tem calçada. “A Prefeitura sempre vem roçar, mas só dentro do terreno. As bordas ficam assim, com o mato alto, e o povo vem jogar lixo e entulho”, aponta Gisele. A vizinha Wilma Maria de Oliveira também questiona o modo como é feita a limpeza do espaço. “De que adianta tirar o mato e não levar embora o entulho?”, pergunta, contando que sempre discute quando vê alguém jogando lixo na parte do terreno que fica em frente à sua casa. “Meu marido diz que eu ainda vou acabar apanhando, mas acho um absurdo jogar lixo na frente da casa dos outros. E ainda por cima tem um bolsão aqui perto. Mesmo assim, vem até gente de outros bairros aqui para jogar sofá, armário, televisão. Só não tem mais porque à noite os bêbados pegam pra usar e pra vender.”
Os “bêbados” a que se refere Wilma são os moradores do terreno. Durante a visita ao bairro, que ocorre à tarde, um grupo embaixo de uma árvore bate papo e fuma, enquanto alguns cozinham e outros cochilam nos sofás. “À noite, tem mais gente. Eles moram aí, e isso nos causa uma grande sensação de insegurança”, conta Gisele. Wilma, que está saindo de casa para levar os filhos a uma sorveteria, acrescenta que escolheu o passeio porque o estabelecimento conta com um playground. “Não é o cúmulo, ter todo esse espaço bem na minha porta e, em vez de uma praça, com grama e brinquedos para a criançada, ser um terreno abandonado cheio de entulho?” “Já visitamos e cobramos outras vezes sobre esse terreno. Infelizmente e inexplicavelmente tem servido como moradia e como local para depósito de entulho pela população desinformada. Vamos encaminhar os problemas para a Prefeitura e cobrar a manutenção”, declara Angeli. “Esse local precisa do toque do poder público para ajudar a população a ter uma qualidade de vida melhor”, conclui.
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