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Araraquara tem hoje algo em torno de cinco mil postes de madeira espalhados pela área urbana. Acidentes recentes levantaram a problemática e a necessidade de uma substituição mais ágil por parte da CPFL Paulista, concessionária responsável pelo serviço na cidade. O cronograma da empresa é que esse trabalho seja feito de oito a dez anos, mas o presidente da Câmara, o vereador João Farias (PRB), cobrou um cronograma para que esse serviço seja executado em três anos. A empresa ficou de estudar a medida e responder em dez dias.
“Precisamos de um cronograma de quando esses postes serão substituídos. Esse é um debate que já está na imprensa e aqui na Câmara porque já existe uma contrariedade na cidade”, diz João Farias. Para o presidente da Casa de Leis, apesar da iniciativa da concessionária em fazer essa retirada, é preciso de um prazo mais curto. “Hoje o poste de madeira tem uma simbologia negativa e sabemos que está fadado ao fim.” Para o gerente de negócios da CPFL Paulista, Luis Carlos Valli, há cada cinco anos é feita a manutenção dos postes de madeira, além de vistorias sistemáticas, por isso, não há riscos de quedas sem que haja grandes anomalias. Por ano, de acordo com o gerente de serviços da empresa, José Carlos Brizola Junior, são trocados cerca de 600 postes. O prazo da empresa é maior, mas a CPFL prometeu estudar uma redução. No começo do mês, um poste de madeira da rede de energia elétrica caiu na Avenida Manoel de Abreu, que liga Araraquara a Américo Brasiliense, e um motociclista que seguia pela avenida não conseguiu desviar, acabou sendo atingido. Devido à queda do poste e sua substituição, registrou-se interrupção no fornecimento de energia elétrica por uma hora a cerca de 200 clientes daquela região.
De acordo com dados divulgados pela imprensa local, no ano passado ao menos três postes de madeira caíram em Araraquara. O primeiro foi registrado em janeiro, no Jardim Universal, quando um poste caiu sobre um carro estacionado no quintal de uma casa. No mês seguinte, houve outra queda na Rua Imaculada Conceição (Rua 13). Em outubro, o mesmo tipo de problema foi registrado no Yolanda Ópice.
Participaram ainda da reunião o coordenador da Defesa Civil, Edson Adalberto Alves, e o sargento do Corpo de Bombeiros, Carlos André Perez Mazzei.
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