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O vereador Edio Lopes (PT) protocolou na tarde de quarta-feira (22), requerimento solicitando informações sobre como Araraquara vem procedendo em relação ao novo protocolo para tratamento de Hepatite tipo C. No ano passado, novos medicamentos produzidos no Canadá, Estados Unidos e Holanda, passaram a ser importados pelo Ministério da Saúde. O primeiro lote para atender 30 mil pacientes do SUS recebeu investimento de R$ 1 bilhão. E esse foi um dos assuntos levantados na Audiência Pública de Saúde realizada na Câmara Municipal, no dia 14 de abril último. Segundo relatos de pacientes ouvidos pelo parlamentar, a terapia atual inclui doloridas injeções semanais na barriga que provocam fortes efeitos colaterais. Alguns portadores do vírus passaram a sofrer irritação nervosa e até depressão. A terapia podia causar, ainda, outras doenças, como a anemia. Os medicamentos sufosbuvir e daclatasvir, que compõem o novo tratamento e que são distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, têm mudado, aos poucos, a vida de portadores da doença. Todos eles se dizem com mais qualidade de vida após o novo protocolo, sem dor e sem as picadas de agulha do medicamento anterior. Qualidade de vida e a possibilidade maior de cura, foram os principais motivos que levaram Lopes a solicitar do Serviço Especial de Saúde o envio à Câmara das seguintes informações: Qual o protocolo de atendimento aos portadores de Hepatite C adotado em Araraquara; se está sendo realizada a distribuição dos novos medicamentos e, em caso negativo, o porquê de o protocolo ainda não ter sido adotado; as providências tomadas no sentido de resolver a situação; o número de pacientes com Hepatite C em Araraquara. No caso de o Sesa já utilizar o novo protocolo, Lopes quer saber quais os critérios para a distribuição dos medicamentos, por exemplo, se existem prioridades para transplantados, portadores de outros vírus ou a quem está em estágio avançado da Hepatite C. “O tratamento convencional da Hepatite C, segundo relatos de pessoas, que participaram da audiência, foi abolido em muitas cidades. Queremos respostas do Sesa para saber quais as medidas tomar para dar mais qualidade de vida aos portadores do vírus aqui de Araraquara”, afirma Lopes, levando em conta que os resultados obtidos com o novo tratamento são excelentes.
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