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Alvo da investigação da Polícia Federal (PF), uma nova informação passará a ser apurada também pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal. O nome do ex-vereador Ronaldo Napeloso apareceu na conta de energia de uma casa vendida por um amigo para outro parceiro, que prestava serviço na Prefeitura em cargo comissionado. O caso foi relatado pelo servidor do Executivo, André Luiz Conti, na quarta-feira (12).
Aos vereadores, ele contou ser amigo do ex-parlamentar desde a década de 80 quando os dois trabalharam na ferrovia. Já fez campanha para Napeloso, mas desconhecia qualquer ato apontado como ilícito. Mas, segundo ele, uma coincidência o levou a ser investigado pela PF em julho, um mês antes da operação que terminou com a prisão do ex-vereador. É que em setembro de 2011 ele e os irmãos venderam a casa da mãe, avaliada em R$ 85 mil, para um colega de Conti. Esse homem, que aparentemente também era ligado a Napeloso, apesar da coincidência, comprou o imóvel sem qualquer relação com o ex-parlamentar. O curioso na visão da CEI é que as contas de energia, sem qualquer explicação, apareceram no nome de Napeloso apesar da casa estar registrada no nome do então funcionário da Prefeitura, exonerado logo depois das prisões. Mesmo A CEI chamará o comprador da casa para depor da segunda-feira. Além desse depoimento, mais dois foram feitos nesta segunda. Os funcionários ligados a Secretaria Municipal de Agricultura disseram desconhecer qualquer esquema de fraude ligado ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), mas admitiram temer uma possível revolta de assentados estão sem receber depois da suspensão do programa. O agente administrativo Tiago Carvalho desconhecia qualquer esquema dentro da Secretaria. Ele contou aos vereadores como funcionava o PAA e acredita ser difícil qualquer tipo de fraude porque os pedidos eram feitos formalmente, entregues, pesados e as notas emitidas continham os mesmos valores. Toda essa operação era feita por pessoas envolvidas na investigação policial.
Além disso, a pedido dos produtores, as notas fiscais ficavam na Secretaria para facilitar o preenchimento e o controle das vendas. Com a prisão do ex-assessor da Secretaria de Agricultura, Cristiano Rumaqueli e o então assessor da pasta, Hélio Aparecido Azevedo, ambos ligados ao ex-vereador Ronaldo Napeloso, no dia 6 de agosto, o PAA acabou suspenso pelo Governo Federal. De acordo com o agente administrativo, os pagamentos eram feitos mensalmente e o sistema travou. Desde então, nenhuma nota foi liberada. Para Carvalho e também o gestor de projetos da Secretaria, Emerson Antônio da Silva, produtores dos Assentamentos Bela Vista e Monte Alegre já manifestaram a ira contra a falta de pagamentos, inclusive, ameaçando parar e danificar máquinas da Prefeitura. Por regra do PAA, cada produtor pode vender até R$ 4,5 mil ao Poder Público. A quantidade é medida em quilos e o preço definido por uma tabela da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para esta quinta-feira estão agendados mais três depoimentos. A partir das 9h30, quem fala é Hélio Azevedo.
Além de Donizete Simioni, que é o presidente da Comissão, a CEI é relatada pelo também vereador Aluísio Braz, o Boi (PMDB), e tem como membros Edna Martins (PV), Geicy Sabonete (PSDB) e Dr. Helder (PPS).
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