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Na segunda-feira (11), a Comissão de Saúde, Educação e Desenvolvimento Social, composta pelos vereadores Gerson da Farmácia (MDB) – presidente, Guilherme Bianco (PCdoB) e João Clemente (PSDB) – membros, esteve na Maternidade Gota de Leite “Irene Siqueira Alves – Vovó Mocinha”, a fim de acompanhar de perto o trabalho realizado no local. A visita técnica foi motivada pelos questionamentos do Requerimento nº 112/2024, de autoria vereador Lineu Carlos de Assis (Podemos), em relação ao hospital.
Recebidos pela diretora técnica da Maternidade, Emanuelle Laurenti, os parlamentares realizaram a trajetória feita pela própria gestante ao chegar no local. Eles conhecerem o Pronto Atendimento de Obstetrícia, salas de consulta médica, o Centro Obstétrico, onde são realizados os partos normais, o Centro Cirúrgico, o Centro de Terapia Intensiva, a Unidade de Cuidados Intermediários, o alojamento conjunto para as mães que acabaram de ter os bebês e toda a estrutura da maternidade.
Em relação aos questionamentos sobre a realização de partos por obstetriz e enfermeiro obstetra, Emanuelle explicou que o procedimento é feito por equipe multidisciplinar. Os partos normais são acompanhados por médicos com residência em ginecologia e obstetrícia, residente na área, pediatra, residente em pediatria, enfermeiro obstetra ou obstetriz, e dois técnicos de enfermagem. A diretora afirmou ainda que o enfermeiro e o obstetriz podem conduzir o parto de baixo risco, mas há sempre seis médicos de plantão no setor que são os responsáveis pelos procedimentos e são acionados em caso de complicação.
Já a equipe que realiza a cesariana no centro cirúrgico é formada por médicos com residência em ginecologia e obstetrícia, residente na área, pediatra, residente em pediatria, um anestesista, enfermeiro obstetra ou obstetriz, um aluno interno de medicina e dois técnicos de enfermagem.
O vereador João Clemente (PSDB) questionou quantos partos são feitos por mês na maternidade e a diretora explicou que são aproximadamente 200 nascimentos, isto é, cerca de sete por dia, sendo que destes cerca de três são normais, pois a maioria ainda é cesariana. “A diretora explicou ainda a diferença entre enfermeiro obstetra e obstetriz: o primeiro profissional é formado em Enfermagem e tem especialização em Obstetrícia, já o segundo tem uma graduação específica nessa área”, afirmou Clemente.
Além disso, a comissão conversou com funcionários como médicos, enfermeiros e assistentes sociais sobre a rotina e o funcionamento dos serviços realizados no hospital. O obstetra Marcelo Spadão afirmou que a responsabilidade pelo parto é do médico e que eles estão sempre supervisionando o trabalho realizado pela equipe e intervindo quando necessário. “Apesar da grande demanda que recebemos, nós oferecemos um serviço de excelência. Nós também treinamos os médicos residentes, que já são profissionais formados, para saberem como proceder em casos de emergência.”
A gestora também mostrou o livro de registro de nascimentos aos membros do grupo. “Nesse documento, verificamos quem era o médico responsável por cada parto realizado no hospital, além de dados sobre quem de fato realizou o procedimento e sobre como era o estado de saúde do bebê no momento do nascimento, bem como sua evolução. Não há registro algum sem a indicação do profissional da medicina”, destacou Bianco.
A comissão lembrou da reunião realizada na Câmara Municipal com diretores da Fundação Municipal Irene Siqueira Alves – Vovó Mocinha (Fungota), responsável pela gestão da maternidade, quando foram entregues as respostas ao requerimento citado. “Nós verificamos in loco tudo o que foi apontado no documento, ou seja, que não há falta de profissionais, principalmente médicos. Apenas durante a visita, pudemos verificar a presença de mais de 15 profissionais da área nos diversos setores do hospital. A agenda foi muito válida também para conhecermos de perto a estrutura e organização da maternidade, as quais entendemos ser realmente de excelência ”, concluiu Gerson.
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