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Uma locomotiva aparece no fundo do novo Pátio de Tutóia e lentamente atravessa o espaço até seguir viagem sem percorrer a área central de Araraquara. Desde o final da semana passada, metade dos trens de carga da América Latina Logística (ALL) passou a circular pelo novo contorno ferroviário. Apesar de simples, a manobra foi aguardada por quase quatro décadas e ver essa cena é uma alegria, segundo o presidente da Câmara Municipal de Araraquara, Elias Chediek (PMDB), que esteve acompanhando a movimentação das composições, ao lado do prefeito Marcelo Barbieri (PMDB).
Com quase nove quilômetros de extensão, a obra foi anunciada em 2008, mas esse projeto começou antes disso. “Como ex-funcionário da Fepasa fizemos um projeto para carga unitária dos trens com a expectativa de pátios longos. Eram linhas compridas, como essa do novo pátio, mas com até oito locomotivas em um trem. Participei do estudo prevendo construir o pátio do Tutóia, mas ainda sem o desvio ao redor da cidade”, conta o presidente da Câmara que se reuniu na época com representantes do Governo Federal, em Brasília.
“Essa obra começou em 1977, quando o ex-prefeito Waldemar De Santi levou ao ex-governador Paulo Maluf a proposta da retirada dos trilhos. Anos depois, em 1996, o então ministro dos transportes, Eliseu Padilha veio a Araraquara acompanhado de Michel Temer, que ocupava o cargo de presidente da Câmara dos Deputados”, destaca Marcelo Barbieri lembrando que, na época, foram liberados R$ 3 milhões para fazer o projeto do pátio de Tutóia, mas o cronograma não foi cumprido e o montante foi devolvido à União.
O novo traçado foi orçado em R$ 82,9 milhões, mas ficou mais caro. O último balanço divulgado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que a obra chegou a R$ 125,3 milhões. Apesar do dinheiro investido, o pátio só saiu do papel porque em janeiro do ano passado, a Prefeitura plantou mais de 43 mil mudas de árvores nativas em uma reserva do Parque do Pinheirinho. “Só por isso foi possível liberar o espaço como compensação ambiental, além das cinco obras que fizemos ao longo da linha”, diz Barbieri.
Cerca de 20 composições circulam por dia em Araraquara, sendo muitas delas carregando produtos líquidos inflamáveis derivados do petróleo. Agora, parte dos trens deixará de incomodar principalmente os moradores da Vila Ferroviária. Passará por ali somente as composições que precisam de manutenção e abastecimento. A situação só deve mudar quando for concluído o novo posto de abastecimento e duas oficinas em Tutóia. As obras estão avaliadas em R$ 120 milhões.
De acordo com o presidente da Câmara e o prefeito, já foi firmado um acordo com a ALL, concessionária responsável pela malha ferroviária, que construirá as oficinas como parte da concessão. A Prefeitura, por sua vez, busca adquirir junto ao Dnit e a Secretaria do Patrimônio da União, a área do Centro.
Com mais de um milhão e 400 mil metros quadrados, o espaço pode ser ocupado com pontos de esporte e cultura, dentro de um grande parque central, além do centro administrativo envolvendo novos prédios da Prefeitura e da Câmara Municipal. “O desafio é como conviver com a linha férrea. A ideia é utilizar essa área como o parque dos trilhos, aproveitando também para o transporte coletivo, com o veículo leve sobre trilhos (VLT)”, sugere Chediek.
Para Barbieri, a previsão é que os trens saíssem da área central em abril, mas a data foi antecipada em dois meses. “Vamos buscar parcerias para viabilizar tudo e o apoio dos Governos do Estado e Federal, além da união das forças políticas, com os nossos deputados estaduais Roberto Massafera (PSDB) e Márcia Lia (PT), além, é claro, da Câmara Municipal.”
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