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Geraldo José Agassi de Oliveira fez uso da Tribuna Popular na 73ª Sessão Ordinária da terça-feira (12), credenciado por um grupo de cidadãos eleitores, para falar sobre o tema “Terceirização da CTA e demissão de funcionários”.
Ele defendeu a viabilidade da recuperação da empresa. Funcionário do departamento financeiro da CTA, Oliveira fez um resgate da história da empresa, que foi criada há mais de 50 anos com o propósito de atender os trabalhadores do município. “Os serviços da CTA divulgaram o nome de Araraquara em outros estados e até outros países como inovação no transporte público, auxiliando o crescimento da cidade e facilitando a vinda de indústrias, gerando empregos e melhoria na qualidade de vida da população. A CTA foi construída com dinheiro da população através do IPTU e de outras verbas estaduais e federais, buscadas pelo então prefeito Rômulo Lupo”, lembrou.
E continuou: “como pode se passar uma empresa pública, que é da população de Araraquara para a iniciativa privada, sem que a população esteja ciente do que foi feito para mantê-la? Nem as mídias de Araraquara discutem o tema e nem os órgãos público mostraram até agora nenhum projeto para recuperar a CTA. A população não tem conhecimento do que levou a CTA a esta situação de endividamento e sucateamento da frota de ônibus, já ultrapassada”. O orador fez um breve relato de fatos ocorridos na empresa. “A CTA administrava o trânsito de Araraquara e depois foi criada a Secretaria Municipal de Trânsito. Nessa mudança, levaram veículos e materiais, deixando funcionários, e foram pagando isso tudo a conta-gotas. E até hoje não foi satisfeita integralmente esta dívida com a empresa. A CTA administrava o pedágio de Bueno de Andrada, que também passou para a Secretaria de Trânsito, deixando a CTA sem esta fonte de renda e 30 funcionários fazendo parte da folha de pagamento da empresa. Perdemos a Lupo, que era nossa maior cliente, uma história até hoje não muito bem contada e esclarecida. Também foi retirada da CTA a administração da rodoviária, deixando 25 funcionários na folha de pagamento da empresa. Esses casos vieram acumulando dívidas, tirando receitas e deixando despesas. Finalmente, fizeram aditamento do contrato com a Paraty, no qual permitiram que a Paraty vendesse os cartões de estudante e, posteriormente, os cartões comuns, fazendo concorrência com a CTA e promoções, diminuindo assim a arrecadação da CTA com vale-transporte. Muitas empresas de Araraquara deixaram de comprar o vale-transporte da CTA para comprar da Paraty, com desconto. Visitam os clientes da CTA e oferecem a passagem mais barata”, contou. Oliveira afirmou que, “mesmo com esses trancos e barrancos e as rasteiras que a CTA levou, posso afirmar sem sombra de dúvida que a CTA ainda é uma empresa viável, que tem condições de se erguer e, por muitos anos, ainda prestar bons serviços em Araraquara”. Com funcionário do setor financeiro, Oliveira disse que “pouca gente sabe que hoje a CTA é uma empresa que não deve um tostão em banco, não tem um tostão de empréstimo. O que a CTA tem é um financiamento de 10 ônibus, que não é despesa, é investimento. A folha de pagamento dos funcionários e os fornecedores estão absolutamente em dia. Pergunto a qualquer empresário desta cidade se uma empresa que não tem deve um tostão em banco, tem a folha de pagamento em dia e não deve a fornecedores não tem condições de sobreviver? Me perdoem, mas o que falta nisso é a vontade política. Temos deputados que poderiam conseguir um aporte financeiro para que a CTA conseguisse se recuperar. E para se recuperar a CTA precisa comprar ônibus. Só isso.” Ele enfatizou que “a CTA é um bem público e que foi construída com dinheiro público e não pode simplesmente, numa canetada, ser entregue à iniciativa privada. Isso é lamentável e a população tem que tomar conhecimento disso, que a coisa não é tão preta como pintam.” Oliveira também rebateu críticas feitas aos funcionários da empresa.
“Já disseram que os funcionários eram culpados e nos taxaram de incompetentes. Agradeço a oportunidade de estar aqui nesta tribuna e, em nome destes funcionários todos, contar a verdade. Repito: a CTA é perfeitamente viável e recuperável. Trabalho no departamento financeiro, sei o que estou falando”, finalizou.
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